Saturday, 26 May 2012

Trabalho diferenciado

Esses dias estava pensando, como um aluna do 7º ano, com Síndrome de Down (nº 1) e uma outra aluna , da mesma sala, com deficiência física (nº 2), não sabem nem escrever bem o nome. Como leciono Língua inglesa, comentei com a professora de Língua Portuguesa, que eu estava pensando em inserir uma atividade, ainda mais, diferenciada, para elas, pois achei essa realidade um pouco negligenciadora.
Desenvolvi duas atividades com elas, a primeira consistiu em interpretar uma carta enigmática (um texto com mescla de palavras e imagens) e a tentativa de produzir um texto com as mesmas condições. No começo houve um pouco de confusão e distorção do significado do texto, comportamento esperado, pois eu nunca havia proposto este tipo de tarefa, tal como foi executada, mas no final conseguiram atingir o objetivo de decifrar a carta. Na segunda atividade, o objetivo era de reproduzir algumas letras, como se fosse um caderno de caligrafia, para que eu tivesse uma noção do quanto sabem e de como se comportam diante dessas situações de escrita; a aluna nº 1 tinha um déficit de atenção ao ser explicada a atividade e durante a mesma; já aluna nº 2  ficava dizendo que não sabia, demonstrando um pouco de preguiça e descaso no início da atividade, mas depois que eu insisti e intervi nos 2 casos, chegando até a auxiliar na maneira de pegar o lápis e e direcioná-lo até o início da linha, houve um pequeno, mas significativo aproveitamento. Com essas atividades consegui perceber que houve alguma falha no processo de ensino-aprendizagem anteriormente, que as marcaram como incapazes e que somente suas presenças em sala de aula já são sinais de aproveitamento; penso que socializar, independente de ser um aluno especial ou não, é algo inerente ao ser humano e que deve ser valorizado e trabalhado de maneira saudável, mas o intelectual deve ser trabalho em conjunto  para que haja um aproveitamento maior, ainda mais com alunos que precisam de uma atenção especial.

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